Quinta, 25 de junho de 2026, 00:55
DIVERGÊNCIAS

Vinícius Dias atribui saída de Iasmin da suplência de Júlio César a divergências internas no PT

Nome de Iasmin Dias foi substituído por Rosário Bezerra em chapa ao Senado.

O pré-candidato a deputado estadual Vinícius Dias afirmou nesta quarta-feira (24) que a desistência de sua irmã, a arquiteta Iasmin Dias, da primeira suplência da pré-candidatura ao Senado do deputado federal Júlio César (PSD) foi influenciada por divergências internas dentro do Partido dos Trabalhadores (PT).

A vaga, que chegou a ser destinada a Iasmin, acabou ficando com a ex-vereadora Rosário Bezerra. Segundo Vinícius, a irmã colocou seu nome à disposição da legenda para contribuir com o projeto político do partido, mas avaliou que sua permanência poderia ampliar divergências internas.

  
Vinicius Dias Foto: Renato Andrade/ cidadeverde.com
 
 
 

“Iasmin tinha se colocado à disposição do partido, assim como eu. O partido toma as decisões que são cabíveis, é feito no diálogo, de forma interna. Eu acredito que ela colocou o nome dela para ajudar. Se for algo para gerar intriga, divergência, que não for algo para unificar o partido nessa chapa, então é ideal que ela não faça parte no momento”, declarou.

Vinícius afirmou que parte das críticas à indicação de Iasmin teve relação com o fato de ela ser filha do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. Apesar disso, disse não concordar com os questionamentos feitos por integrantes da sigla.

“Teve falas de pessoas ligadas ao PT que levantaram críticas em relação ao nome de Wellington Dias, principalmente em questões familiares. Eu não vejo dessa forma. Eu acredito que quando você coloca seu nome em uma disputa eleitoral, quem vota é o povo”, afirmou.

Ao comentar as declarações do deputado federal Merlong Solano, que manifestou resistência à indicação de Iasmin para a suplência, Vinícius reconheceu a posição do correligionário, mas destacou que a definição cabe ao partido.

“Sim, ele fez essa fala e eu não entendi muito o contexto da conversa que estava acontecendo. Mas deixar claro que a decisão da suplência é uma decisão partidária do Partido dos Trabalhadores”, disse.

O pré-candidato também elogiou a escolha de Rosário Bezerra para compor a chapa de Júlio César. Segundo ele, a ex-vereadora conseguiu reunir apoio das diferentes correntes internas da legenda.

“O nome de Rosário é o nome mais forte no momento, é a cara do PT, uma mulher, negra, foi vereadora, já tem uma bagagem política importante e trouxe uma unanimidade na base”, concluiu.

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