A Polícia Civil concluiu nesta sexta-feira (29) o relatório final da Operação Vérnix e indiciou a influenciadora digital Deolane Bezerra, o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willian Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e outras cinco pessoas pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. O documento foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise das medidas solicitadas pelos investigadores.
Segundo o inquérito, a investigação identificou movimentações financeiras que teriam ligação com uma transportadora apontada pela polícia como empresa de fachada utilizada para ocultar e movimentar recursos da organização criminosa. De acordo com os investigadores, valores teriam sido repassados a contas vinculadas à influenciadora por intermédio de operadores financeiros associados ao

grupo investigado.
As apurações apontam que Marcola e seu irmão, Alejandro Herbas Camacho, seriam responsáveis pelo comando da estrutura criminosa, enquanto outros investigados atuariam na administração financeira e na criação de empresas utilizadas para esconder a origem dos recursos. A Polícia Civil afirma ainda ter identificado depósitos relacionados a pagamentos de despesas ligadas à influenciadora, além de movimentações financeiras em espécie consideradas incompatíveis com a origem declarada dos valores.
O caso começou a ser investigado após a apreensão de bilhetes em uma unidade prisional no interior de São Paulo, em 2019. A partir das diligências, a polícia passou a rastrear empresas e contas bancárias supostamente utilizadas para movimentação de recursos. A Justiça analisa pedidos de bloqueio de bens, apreensão de joias e sequestro de veículos de luxo dos investigados. A defesa de Deolane Bezerra nega qualquer irregularidade e sustenta que os valores recebidos têm origem em honorários por serviços advocatícios prestados a clientes.

Dê sua opinião: