A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi transferida do Piauí para o Maranhão na tarde desta quinta-feira (7), após ser presa em Teresina suspeita de agredir e torturar uma trabalhadora doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses. A suspeita foi levada em um helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão e embarcou algemada, acompanhada por agentes de segurança.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), Carolina estava hospedada na casa de um tio na capital piauiense e era monitorada pelas forças de segurança desde quarta-feira (6). Ela foi localizada em um posto de combustíveis no bairro São Cristóvão, zona leste de Teresina, enquanto abastecia o carro. A investigação aponta que a empresária pretendia fugir para outro estado, possivelmente para o litoral do Piauí ou para o Amazonas.

De acordo com as investigações da Polícia Civil do Maranhão, a vítima foi agredida após ser acusada de furtar uma joia da patroa. A jovem relatou ter sofrido puxões de cabelo, socos, tapas e ameaças de morte, além de ter uma arma colocada na boca durante as agressões. O anel, que motivou as acusações, foi encontrado posteriormente dentro de um cesto de roupas sujas. Mesmo assim, conforme o depoimento, as agressões continuaram.
A polícia também investiga a participação do policial militar Michael Bruno Lopes Santos no caso. Segundo a vítima, um homem “alto”, “forte” e “moreno” participou das agressões e tentou pressioná-la com violência. O PM se apresentou à polícia nesta quinta-feira após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça do Maranhão. Em nota, a defesa de Carolina afirmou que ela colabora com as investigações, nega intenção de fugir e pediu que o caso seja apurado sem “julgamento antecipado”.

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