A inatividade sexual prolongada pode impactar a saúde peniana, segundo especialistas. Em casos raros, a ausência frequente de ereções pode favorecer um processo conhecido como atrofia peniana, caracterizado pela perda de elasticidade do tecido e possível redução de comprimento e espessura.

O biomédico e sexólogo Vitor Mello explica que o pênis depende de estímulo vascular regular para manter sua estrutura saudável. “O pênis é como qualquer outro tecido do corpo que precisa de irrigação sanguínea adequada. A falta de ereções reduz o fluxo de sangue, diminui a oxigenação e pode levar à substituição gradual da musculatura lisa por colágeno, que é um tecido mais rígido. Isso pode comprometer elasticidade e firmeza”, afirma.
De acordo com o especialista, não há um prazo exato para que alterações ocorram. “Após alguns meses sem ereções regulares, o tecido já pode começar a receber menos estímulo vascular. A longo prazo, isso pode afetar a qualidade da ereção”, explica.
Ele ressalta que o organismo não diferencia as causas da abstinência. “Seja por opção pessoal, religiosa ou circunstâncias da vida, o corpo responde fisiologicamente à ausência de estímulo”, pontua.
O profissional também destaca que a manutenção da saúde peniana não depende exclusivamente de relações sexuais com parceiros. “O que preserva o tecido é a ereção em si. A masturbação também promove oxigenação e ajuda na manutenção da função erétil. É uma questão fisiológica, não moral”, diz.
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia aponta que a ausência prolongada de atividade sexual pode estar associada a alterações estruturais no tecido peniano, com relatos de redução de até dois centímetros em alguns casos. Segundo os pesquisadores, a explicação está na diminuição do fluxo sanguíneo regular, fundamental para a preservação da elasticidade.

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